Testes de movimento

DROPJ — Drop Jump

Por Equipe Mokapp Publicado em 13/02/2026
Testes de movimento

Resumo rápido

  • Protocolo de 3–5 repetições consecutivas

  • Avalia capacidade reativa, potência e controle na aterrissagem

  • Eventos e fases do movimento detectados automaticamente

  • Apoia decisões sobre desempenho, reabilitação e retorno ao esporte

  • Relatórios com métricas de performance e cinemática angular

Nome: DROPJ — Drop Jump

Categoria: Membros inferiores · desempenho reativo

Duração típica: 10–20s

Ideal para: avaliação de potência, capacidade reativa, controle da aterrissagem e prevenção de lesões

Incluído no Mokapp Detecção automática

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Descritiva do teste

O Drop Jump (DJ) é um teste clássico para avaliar a eficiência do ciclo alongamento–encurtamento (CAE), essencial em movimentos que exigem resposta rápida ao impacto, como saltos, sprints e mudanças de direção. No teste, o indivíduo realiza uma queda controlada a partir de uma plataforma e, imediatamente após o contato com o solo, executa um salto vertical máximo.

Esse gesto simples concentra demandas elevadas de controle neuromuscular, capacidade reativa, absorção de impacto e produção rápida de força, tornando o Drop Jump uma ferramenta estratégica tanto para desempenho esportivo quanto para prevenção de lesões e retorno ao esporte. Com o Mokapp, esse movimento funcional é convertido em dados objetivos, permitindo analisar não só o resultado final do salto, mas também como o movimento acontece.

Método

A correta execução do Drop Jump é fundamental para garantir confiabilidade dos dados e interpretação adequada das métricas biomecânicas. Por se tratar de um teste altamente sensível ao tempo de contato e à estratégia de aterrissagem, pequenas variações na execução podem alterar significativamente os resultados.

A padronização do método assegura que o Mokapp consiga identificar com precisão os eventos do movimento, reconstruir a cinemática tridimensional e extrair métricas que representem fielmente a capacidade reativa, o controle articular e as estratégias de absorção e propulsão utilizadas pelo indivíduo.

Passo a passo

  1. Posição inicial: posicionar-se em pé, alinhado, à frente da plataforma

  2. Posicionamento na plataforma: subir na plataforma e manter as mãos apoiadas nos quadris

  3. Execução da queda: realizar a queda de forma passiva, sem impulso

  4. Fase de impulso: ao tocar o solo, executar imediatamente um salto vertical máximo

  5. Tempo de contato: reduzir ao máximo o tempo de contato com o chão

  6. Aterrissagem e finalização: aterrissar de forma controlada e estável até o fim da coleta

Eventos e fases do movimento

Para facilitar a compreensão do movimento, este é descrito a partir de eventos, que representam pontos específicos da execução, e de fases, definidas como os segmentos do movimento compreendidos entre dois eventos consecutivos.

Evento

Descrição

Saída da plataforma

Início da queda, perda de contato com a plataforma

Contato com o solo

Primeiro toque dos pés no solo após a queda

Decolagem

Perda de contato com o solo para execução do salto

Aterrissagem final

Retorno ao solo após a fase aérea

Fase

Descrição

Eventos

Aterrissagem excêntrica

Absorção do impacto com recrutamento excêntrico

Contato com o solo → ponto de máxima flexão

Transição reativa

Curto intervalo entre absorção e propulsão

Máxima flexão → decolagem

Propulsão concêntrica

Produção rápida de força para o salto

Decolagem → fase aérea

Recuperação

Fase pós-aterrissagem marcada pela absorção do impacto, desaceleração do corpo e restabelecimento do controle postural.

Aterrissagem → Fim

Principais métricas

Tempo de contato Intervalo entre o primeiro toque no solo e a decolagem. Reflete a eficiência reativa e a rapidez na transição entre aterrissagem e propulsão.

Altura do salto Representa a capacidade de produção de força vertical e potência. Deve ser interpretada em conjunto com o tempo de contato.

Índice de Força Reativa (IFR) Relação entre altura do salto e tempo de contato. Indica o quão eficiente o indivíduo é em transformar impacto em propulsão.

Flexão máxima de joelho Mostra a estratégia de absorção de impacto. Amplitudes maiores indicam padrão mais amortecido; menores, padrão mais rígido.

Desvio medial do joelho (valgo dinâmico) Avalia controle frontal durante a aterrissagem. Valores elevados estão associados a maior risco de lesões, especialmente de joelho.

Cinemática angular

Exemplo ilustrativo de relatório do teste SQT no Mokapp
Exemplo ilustrativo de visualização do relatório do Drop Jump no Mokapp.

Articulações avaliadas e variáveis derivadas

A cinemática angular descreve a variação temporal dos ângulos articulares durante a execução da tarefa, sendo normalizada com base nas repetições do movimento, permitindo comparações consistentes entre diferentes ciclos e pessoas.

Articulação

Plano de movimento

Variáveis avaliadas

Como interpretar

Quadril

Sagital · Frontal · Transversal

Flexão/Extensão · Adução/Abdução · Rotação interna/externa

Mobilidade global e estratégias de controle pélvico e do centro de massa.

Joelho

Sagital · Frontal

Flexão/Extensão · Valgo/Varo

Amplitude de flexão e alinhamento dinâmico durante o movimento.

Tornozelo

Sagital · Frontal

Dorsiflexão/Plantiflexão · Inversão/Eversão

Limitações de mobilidade que impactam profundidade e qualidade do movimento.

O que o Mokapp fornece

  • Detecção automática dos eventos e fases do movimento

  • Análise separada das fases excêntrica e concêntrica

  • Métricas objetivas de desempenho reativo e controle articular

  • Gráficos de cinemática angular com média e variabilidade entre repetições

  • Visualização tridimensional interativa do movimento

  • Comparação bilateral entre membros direito e esquerdo

  • Índice de Assimetria Intermembros (ILA) para variáveis angulares

Como o sistema calcula

Picos angulares. O Mokapp identifica o ponto de maior valor angular em cada fase do movimento, permitindo avaliar mobilidade (descida — fase excêntrica) e capacidade de produção de movimento (subida — fase concêntrica).

  • Excêntrica — valores durante a descida (controle do movimento).

  • Concêntrica — valores durante a subida (ação muscular ativa).

ILA — Interlimb Asymmetry Index. Mostra o quanto os lados diferem para a mesma variável angular. Valores maiores podem indicar assimetria funcional, restrição de movimento, dor ou compensação.

Cálculo simplificado: ILA = |Ângulo maior − Ângulo menor|

Como interpretar os resultados

  • Picos na fase Excêntrica → mostram mobilidade e controle ao descer.

  • Picos na fase Concêntrica → refletem eficiência ao produzir movimento para subir.

  • ILA elevado → indica assimetria e deve ser observado no contexto (dor, fadiga, histórico cirúrgico).

  • Mais importante que o valor isolado é acompanhar a evolução ao longo das sessões.

A cinemática angular complementa as métricas de performance e ajuda a entender o porquê do movimento acontecer daquela forma — e não apenas o resultado final.

Referências

  1. Shinchi, K. et al. (2024). Sports Biomechanics 23(12):3454-3465. Acessar artigo

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