Resumo rápido
Protocolo de 3–5 repetições consecutivas
Avalia capacidade reativa, potência e controle na aterrissagem
Eventos e fases do movimento detectados automaticamente
Apoia decisões sobre desempenho, reabilitação e retorno ao esporte
Relatórios com métricas de performance e cinemática angular
Nome: DROPJ — Drop Jump
Categoria: Membros inferiores · desempenho reativo
Duração típica: 10–20s
Ideal para: avaliação de potência, capacidade reativa, controle da aterrissagem e prevenção de lesões
Incluído no Mokapp Detecção automática
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Descritiva do teste
O Drop Jump (DJ) é um teste clássico para avaliar a eficiência do ciclo alongamento–encurtamento (CAE), essencial em movimentos que exigem resposta rápida ao impacto, como saltos, sprints e mudanças de direção. No teste, o indivíduo realiza uma queda controlada a partir de uma plataforma e, imediatamente após o contato com o solo, executa um salto vertical máximo.
Esse gesto simples concentra demandas elevadas de controle neuromuscular, capacidade reativa, absorção de impacto e produção rápida de força, tornando o Drop Jump uma ferramenta estratégica tanto para desempenho esportivo quanto para prevenção de lesões e retorno ao esporte. Com o Mokapp, esse movimento funcional é convertido em dados objetivos, permitindo analisar não só o resultado final do salto, mas também como o movimento acontece.
Método
A correta execução do Drop Jump é fundamental para garantir confiabilidade dos dados e interpretação adequada das métricas biomecânicas. Por se tratar de um teste altamente sensível ao tempo de contato e à estratégia de aterrissagem, pequenas variações na execução podem alterar significativamente os resultados.
A padronização do método assegura que o Mokapp consiga identificar com precisão os eventos do movimento, reconstruir a cinemática tridimensional e extrair métricas que representem fielmente a capacidade reativa, o controle articular e as estratégias de absorção e propulsão utilizadas pelo indivíduo.
Passo a passo
Posição inicial: posicionar-se em pé, alinhado, à frente da plataforma
Posicionamento na plataforma: subir na plataforma e manter as mãos apoiadas nos quadris
Execução da queda: realizar a queda de forma passiva, sem impulso
Fase de impulso: ao tocar o solo, executar imediatamente um salto vertical máximo
Tempo de contato: reduzir ao máximo o tempo de contato com o chão
Aterrissagem e finalização: aterrissar de forma controlada e estável até o fim da coleta
Eventos e fases do movimento
Para facilitar a compreensão do movimento, este é descrito a partir de eventos, que representam pontos específicos da execução, e de fases, definidas como os segmentos do movimento compreendidos entre dois eventos consecutivos.
Evento | Descrição |
|---|---|
Saída da plataforma | Início da queda, perda de contato com a plataforma |
Contato com o solo | Primeiro toque dos pés no solo após a queda |
Decolagem | Perda de contato com o solo para execução do salto |
Aterrissagem final | Retorno ao solo após a fase aérea |
Fase | Descrição | Eventos |
|---|---|---|
Aterrissagem excêntrica | Absorção do impacto com recrutamento excêntrico | Contato com o solo → ponto de máxima flexão |
Transição reativa | Curto intervalo entre absorção e propulsão | Máxima flexão → decolagem |
Propulsão concêntrica | Produção rápida de força para o salto | Decolagem → fase aérea |
Recuperação | Fase pós-aterrissagem marcada pela absorção do impacto, desaceleração do corpo e restabelecimento do controle postural. | Aterrissagem → Fim |
Principais métricas
Tempo de contato Intervalo entre o primeiro toque no solo e a decolagem. Reflete a eficiência reativa e a rapidez na transição entre aterrissagem e propulsão.
Altura do salto Representa a capacidade de produção de força vertical e potência. Deve ser interpretada em conjunto com o tempo de contato.
Índice de Força Reativa (IFR) Relação entre altura do salto e tempo de contato. Indica o quão eficiente o indivíduo é em transformar impacto em propulsão.
Flexão máxima de joelho Mostra a estratégia de absorção de impacto. Amplitudes maiores indicam padrão mais amortecido; menores, padrão mais rígido.
Desvio medial do joelho (valgo dinâmico) Avalia controle frontal durante a aterrissagem. Valores elevados estão associados a maior risco de lesões, especialmente de joelho.
Cinemática angular
Articulações avaliadas e variáveis derivadas
A cinemática angular descreve a variação temporal dos ângulos articulares durante a execução da tarefa, sendo normalizada com base nas repetições do movimento, permitindo comparações consistentes entre diferentes ciclos e pessoas.
Articulação | Plano de movimento | Variáveis avaliadas | Como interpretar |
|---|---|---|---|
Quadril | Sagital · Frontal · Transversal | Flexão/Extensão · Adução/Abdução · Rotação interna/externa | Mobilidade global e estratégias de controle pélvico e do centro de massa. |
Joelho | Sagital · Frontal | Flexão/Extensão · Valgo/Varo | Amplitude de flexão e alinhamento dinâmico durante o movimento. |
Tornozelo | Sagital · Frontal | Dorsiflexão/Plantiflexão · Inversão/Eversão | Limitações de mobilidade que impactam profundidade e qualidade do movimento. |
O que o Mokapp fornece
Detecção automática dos eventos e fases do movimento
Análise separada das fases excêntrica e concêntrica
Métricas objetivas de desempenho reativo e controle articular
Gráficos de cinemática angular com média e variabilidade entre repetições
Visualização tridimensional interativa do movimento
Comparação bilateral entre membros direito e esquerdo
Índice de Assimetria Intermembros (ILA) para variáveis angulares
Como o sistema calcula
Picos angulares. O Mokapp identifica o ponto de maior valor angular em cada fase do movimento, permitindo avaliar mobilidade (descida — fase excêntrica) e capacidade de produção de movimento (subida — fase concêntrica).
Excêntrica — valores durante a descida (controle do movimento).
Concêntrica — valores durante a subida (ação muscular ativa).
ILA — Interlimb Asymmetry Index. Mostra o quanto os lados diferem para a mesma variável angular. Valores maiores podem indicar assimetria funcional, restrição de movimento, dor ou compensação.
Cálculo simplificado: ILA = |Ângulo maior − Ângulo menor|
Como interpretar os resultados
Picos na fase Excêntrica → mostram mobilidade e controle ao descer.
Picos na fase Concêntrica → refletem eficiência ao produzir movimento para subir.
ILA elevado → indica assimetria e deve ser observado no contexto (dor, fadiga, histórico cirúrgico).
Mais importante que o valor isolado é acompanhar a evolução ao longo das sessões.
A cinemática angular complementa as métricas de performance e ajuda a entender o porquê do movimento acontecer daquela forma — e não apenas o resultado final.
Referências
- Shinchi, K. et al. (2024). Sports Biomechanics 23(12):3454-3465. Acessar artigo