Resumo rápido
Protocolo de 5 repetições unipodais por lado, com descida controlada e subida explosiva
Avalia força, controle motor, estabilidade proximal e alinhamento do membro inferior em apoio unipodal
Eventos e fases do movimento identificados automaticamente pelo Mokapp ao longo das repetições
Fornece dados objetivos para triagem funcional, reabilitação, prevenção de lesões e monitoramento de assimetrias
Relatórios com métricas de desempenho funcional, controle postural e cinemática angular em 3D
Nome: SLS — Single Leg Squat
Categoria: Membros inferiores · controle motor e desempenho funcional
Duração típica: 20–40s
Ideal para: triagem funcional, reabilitação de joelho/quadril, prevenção de lesões, retorno ao esporte e monitoramento de assimetrias
Incluído no Mokapp Detecção automática
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Descritiva do teste
O Single Leg Squat (SLS), ou agachamento com uma perna só, é um daqueles testes simples que dizem muito sobre o corpo. Ele mostra como quadril, joelho, tornozelo, pelve e tronco trabalham juntos para manter equilíbrio, alinhar o movimento e produzir força quando apenas uma perna está apoiada no chão.
Muito usado na reabilitação e no esporte, o SLS ajuda a identificar desequilíbrios entre os lados, falta de estabilidade, compensações e até padrões que podem aumentar o risco de lesão. Com o Mokapp, esse teste ganha uma nova camada: além da observação visual, ele passa a gerar dados objetivos em 3D, revelando com precisão como o movimento acontece em cada fase.
Na prática, isso significa avaliações mais confiáveis, acompanhamento real da evolução e decisões mais seguras sobre treino, reabilitação e retorno às atividades, tudo a partir de um gesto funcional simples e fácil de aplicar.
Método
Na prática clínica, o SLS sempre foi usado como um teste visual. O diferencial do Mokapp é transformar esse gesto simples em uma avaliação biomecânica completa, com dados objetivos, padronizados e fáceis de comparar ao longo do tempo.
Ao analisar o SLS em 3D, o sistema identifica automaticamente eventos, fases do movimento e variáveis-chave que mostram como a pessoa desce, como sobe e quais estratégias usa para se equilibrar em apoio unilateral. Isso permite ir além do "parece bom" ou "parece ruim" e tomar decisões baseadas em números, gráficos e assimetrias reais.
Passo a passo
Posição inicial (baseline): avaliado em pé por 3 segundos em postura cinesiológica
Posicionamento: mãos cruzadas sobre os ombros, perna não testada flexionada sem tocar o solo
Execução: realizar 5 repetições unipodais
Descida: lenta e controlada (~3s)
Subida: rápida e contínua, sem pausa no ponto mais baixo
Finalização: retornar à posição inicial por 3 segundos
Eventos e fases do movimento
Para facilitar a compreensão do movimento, este é descrito a partir de eventos, que representam pontos específicos da execução, e de fases, definidas como os segmentos do movimento compreendidos entre dois eventos consecutivos.
Evento | Descrição |
|---|---|
Início | Posição inicial em apoio unipodal, antes do início da descida |
Ponto mais baixo | Momento de maior flexão do joelho, marcando a transição entre descida e subida |
Retorno | Retorno à posição inicial ereta, finalizando a repetição |
Fim | Conclusão do teste após as 5 repetições |
Fase | Descrição | Eventos |
|---|---|---|
Excêntrica | Descida controlada com absorção de carga e controle postural | Início da descida → Ponto mais baixo |
Concêntrica | Subida ativa com produção de força e estabilização | Ponto mais baixo → Retorno à posição inicial |
Principais métricas
Valgo dinâmico do joelho Indica deslocamento medial excessivo e maior demanda articular, associado a risco de lesões.
Adução do quadril Reflete controle dos abdutores e influência direta no alinhamento do joelho.
Inclinação pélvica Avalia estabilidade da pelve e controle proximal durante o apoio unipodal.
Inclinação do tronco Mostra estratégias de equilíbrio e compensações associadas à fraqueza de quadril.
Dorsiflexão do tornozelo Limitações podem gerar ajustes compensatórios em joelho e tronco.
Profundidade média do agachamento Relacionada à mobilidade, confiança no membro e padrão de movimento.
Velocidade concêntrica média Indicador de produção de força com velocidade.
Pico de velocidade concêntrica Reflete explosividade e capacidade neuromuscular.
Pico de aceleração concêntrica Relacionado à taxa de desenvolvimento de força (RFD).
Assimetria entre membros (ILA) Compara padrões de movimento entre os lados, auxiliando decisões clínicas.
Cinemática angular
Articulações avaliadas e variáveis derivadas
No SLS, a análise da cinemática angular ajuda a entender como as articulações se organizam ao longo das repetições, tanto na descida quanto na subida.
Articulação | Planos analisados | Principais variáveis | O que observar na prática |
|---|---|---|---|
Quadril | Frontal · Sagital | Adução, flexão | Controle proximal e relação com valgo do joelho |
Joelho | Frontal · Sagital | Valgo dinâmico, flexão | Alinhamento, estabilidade e absorção de carga |
Tornozelo | Sagital | Dorsiflexão | Mobilidade e compensações ascendentes |
Pelve | Frontal · Transversal | Inclinação pélvica | Estabilidade em apoio unipodal |
Tronco | Frontal · Sagital | Inclinação lateral e anterior | Estratégias compensatórias de equilíbrio |
O que o Mokapp fornece
Análise cinemática 3D objetiva do movimento unipodal
Métricas angulares separadas por fase excêntrica e concêntrica
Comparação direta entre lado direito e esquerdo
Índice de Assimetria (ILA) para variáveis articulares
Curvas médias de movimento com variabilidade entre repetições
Visualização tridimensional interativa para identificar compensações
Relatórios padronizados, reprodutíveis e fáceis de interpretar
Como o sistema calcula
Picos angulares. O Mokapp identifica o ponto de maior valor angular em cada fase do movimento, permitindo avaliar mobilidade (descida — fase excêntrica) e capacidade de produção de movimento (subida — fase concêntrica).
Excêntrica — valores durante a descida (controle do movimento).
Concêntrica — valores durante a subida (ação muscular ativa).
ILA — Interlimb Asymmetry Index. Mostra o quanto os lados diferem para a mesma variável angular. Valores maiores podem indicar assimetria funcional, restrição de movimento, dor ou compensação.
Cálculo simplificado: ILA = |Ângulo maior - Ângulo menor|
Como interpretar os resultados
Picos na fase Excêntrica (sentar) → mostram mobilidade e controle ao sentar.
Picos na fase Concêntrica (levantar) → refletem eficiência ao produzir movimento para levantar.
ILA elevado → indica assimetria e deve ser observado no contexto (dor, fadiga, histórico cirúrgico).
Mais importante que o valor isolado é acompanhar a evolução ao longo das sessões.
A cinemática angular complementa as métricas de performance e ajuda a entender o porquê do movimento acontecer daquela forma — e não apenas o resultado final.