Testes de movimento

SLS — Single Leg Squat

Por Equipe Mokapp Publicado em 13/02/2026
Testes de movimento

Resumo rápido

  • Protocolo de 5 repetições unipodais por lado, com descida controlada e subida explosiva

  • Avalia força, controle motor, estabilidade proximal e alinhamento do membro inferior em apoio unipodal

  • Eventos e fases do movimento identificados automaticamente pelo Mokapp ao longo das repetições

  • Fornece dados objetivos para triagem funcional, reabilitação, prevenção de lesões e monitoramento de assimetrias

  • Relatórios com métricas de desempenho funcional, controle postural e cinemática angular em 3D

Nome: SLS — Single Leg Squat

Categoria: Membros inferiores · controle motor e desempenho funcional

Duração típica: 20–40s

Ideal para: triagem funcional, reabilitação de joelho/quadril, prevenção de lesões, retorno ao esporte e monitoramento de assimetrias

Incluído no Mokapp Detecção automática

Compartilhar este artigo

Copiar link WhatsApp LinkedIn

Descritiva do teste

O Single Leg Squat (SLS), ou agachamento com uma perna só, é um daqueles testes simples que dizem muito sobre o corpo. Ele mostra como quadril, joelho, tornozelo, pelve e tronco trabalham juntos para manter equilíbrio, alinhar o movimento e produzir força quando apenas uma perna está apoiada no chão.

Muito usado na reabilitação e no esporte, o SLS ajuda a identificar desequilíbrios entre os lados, falta de estabilidade, compensações e até padrões que podem aumentar o risco de lesão. Com o Mokapp, esse teste ganha uma nova camada: além da observação visual, ele passa a gerar dados objetivos em 3D, revelando com precisão como o movimento acontece em cada fase.

Na prática, isso significa avaliações mais confiáveis, acompanhamento real da evolução e decisões mais seguras sobre treino, reabilitação e retorno às atividades, tudo a partir de um gesto funcional simples e fácil de aplicar.

Método

Na prática clínica, o SLS sempre foi usado como um teste visual. O diferencial do Mokapp é transformar esse gesto simples em uma avaliação biomecânica completa, com dados objetivos, padronizados e fáceis de comparar ao longo do tempo.

Ao analisar o SLS em 3D, o sistema identifica automaticamente eventos, fases do movimento e variáveis-chave que mostram como a pessoa desce, como sobe e quais estratégias usa para se equilibrar em apoio unilateral. Isso permite ir além do "parece bom" ou "parece ruim" e tomar decisões baseadas em números, gráficos e assimetrias reais.

Passo a passo

  1. Posição inicial (baseline): avaliado em pé por 3 segundos em postura cinesiológica

  2. Posicionamento: mãos cruzadas sobre os ombros, perna não testada flexionada sem tocar o solo

  3. Execução: realizar 5 repetições unipodais

  4. Descida: lenta e controlada (~3s)

  5. Subida: rápida e contínua, sem pausa no ponto mais baixo

  6. Finalização: retornar à posição inicial por 3 segundos

Eventos e fases do movimento

Para facilitar a compreensão do movimento, este é descrito a partir de eventos, que representam pontos específicos da execução, e de fases, definidas como os segmentos do movimento compreendidos entre dois eventos consecutivos.

Evento

Descrição

Início

Posição inicial em apoio unipodal, antes do início da descida

Ponto mais baixo

Momento de maior flexão do joelho, marcando a transição entre descida e subida

Retorno

Retorno à posição inicial ereta, finalizando a repetição

Fim

Conclusão do teste após as 5 repetições

Fase

Descrição

Eventos

Excêntrica

Descida controlada com absorção de carga e controle postural

Início da descida → Ponto mais baixo

Concêntrica

Subida ativa com produção de força e estabilização

Ponto mais baixo → Retorno à posição inicial

Principais métricas

Valgo dinâmico do joelho Indica deslocamento medial excessivo e maior demanda articular, associado a risco de lesões.

Adução do quadril Reflete controle dos abdutores e influência direta no alinhamento do joelho.

Inclinação pélvica Avalia estabilidade da pelve e controle proximal durante o apoio unipodal.

Inclinação do tronco Mostra estratégias de equilíbrio e compensações associadas à fraqueza de quadril.

Dorsiflexão do tornozelo Limitações podem gerar ajustes compensatórios em joelho e tronco.

Profundidade média do agachamento Relacionada à mobilidade, confiança no membro e padrão de movimento.

Velocidade concêntrica média Indicador de produção de força com velocidade.

Pico de velocidade concêntrica Reflete explosividade e capacidade neuromuscular.

Pico de aceleração concêntrica Relacionado à taxa de desenvolvimento de força (RFD).

Assimetria entre membros (ILA) Compara padrões de movimento entre os lados, auxiliando decisões clínicas.

Cinemática angular

Articulações avaliadas e variáveis derivadas

No SLS, a análise da cinemática angular ajuda a entender como as articulações se organizam ao longo das repetições, tanto na descida quanto na subida.

Articulação

Planos analisados

Principais variáveis

O que observar na prática

Quadril

Frontal · Sagital

Adução, flexão

Controle proximal e relação com valgo do joelho

Joelho

Frontal · Sagital

Valgo dinâmico, flexão

Alinhamento, estabilidade e absorção de carga

Tornozelo

Sagital

Dorsiflexão

Mobilidade e compensações ascendentes

Pelve

Frontal · Transversal

Inclinação pélvica

Estabilidade em apoio unipodal

Tronco

Frontal · Sagital

Inclinação lateral e anterior

Estratégias compensatórias de equilíbrio

O que o Mokapp fornece

  • Análise cinemática 3D objetiva do movimento unipodal

  • Métricas angulares separadas por fase excêntrica e concêntrica

  • Comparação direta entre lado direito e esquerdo

  • Índice de Assimetria (ILA) para variáveis articulares

  • Curvas médias de movimento com variabilidade entre repetições

  • Visualização tridimensional interativa para identificar compensações

  • Relatórios padronizados, reprodutíveis e fáceis de interpretar

Como o sistema calcula

Picos angulares. O Mokapp identifica o ponto de maior valor angular em cada fase do movimento, permitindo avaliar mobilidade (descida — fase excêntrica) e capacidade de produção de movimento (subida — fase concêntrica).

  • Excêntrica — valores durante a descida (controle do movimento).

  • Concêntrica — valores durante a subida (ação muscular ativa).

ILA — Interlimb Asymmetry Index. Mostra o quanto os lados diferem para a mesma variável angular. Valores maiores podem indicar assimetria funcional, restrição de movimento, dor ou compensação.

Cálculo simplificado: ILA = |Ângulo maior - Ângulo menor|

Como interpretar os resultados

  • Picos na fase Excêntrica (sentar) → mostram mobilidade e controle ao sentar.

  • Picos na fase Concêntrica (levantar) → refletem eficiência ao produzir movimento para levantar.

  • ILA elevado → indica assimetria e deve ser observado no contexto (dor, fadiga, histórico cirúrgico).

  • Mais importante que o valor isolado é acompanhar a evolução ao longo das sessões.

A cinemática angular complementa as métricas de performance e ajuda a entender o porquê do movimento acontecer daquela forma — e não apenas o resultado final.

Artigos relacionados

Continue explorando protocolos e aplicações práticas do Mokapp.