Resumo rápido
Protocolo de 5 repetições consecutivas de sentar e levantar, com execução contínua
Avalia força, potência e controle do movimento dos membros inferiores em tarefa funcional
Eventos e fases concêntrica e excêntrica detectados automaticamente pelo Mokapp
Gera suporte para decisões clínicas em reabilitação, progressão de carga e monitoramento funcional
Relatório com métricas de performance e cinemática 3D, incluindo tempo, potência, velocidade e aceleração do CoM
Nome: TSL — Teste de Sentar e Levantar
Categoria: Membros inferiores · desempenho funcional
Duração típica: 15–30s
Ideal para: triagem funcional, reabilitação, monitoramento de força e potência, prevenção de quedas
Incluído no Mokapp Detecção automática
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Descritiva do teste
O Teste de Sentar e Levantar (TSL) é uma avaliação funcional simples e prática usada para analisar força, potência e controle do movimento dos membros inferiores em uma tarefa do dia a dia. O teste consiste em repetir o movimento de sentar e levantar da cadeira, permitindo observar como músculos, articulações e equilíbrio trabalham juntos para executar a ação.
Por exigir pouco equipamento e reproduzir um gesto cotidiano, o TSL é rápido, seguro e fácil de aplicar, sendo muito utilizado em contextos clínicos e de reabilitação. Ele fornece informações importantes sobre desempenho funcional, velocidade de execução, potência relativa e estratégias de controle motor, além de ajudar a identificar compensações, instabilidade, fadiga ou limitações de mobilidade.
Quando analisado em 3D, o teste ganha ainda mais precisão, permitindo avaliar o comportamento de quadris, joelhos, tornozelos, pelve e tronco, além de identificar assimetrias e padrões de movimento que passam despercebidos a olho nu.
Método
Para que o Teste de Sentar e Levantar (TSL) traga resultados confiáveis, a forma como ele é executado faz toda a diferença. Mesmo sendo um movimento simples do dia a dia, pequenos ajustes no protocolo ajudam a garantir que o teste realmente reflita força, potência e controle do movimento, e não variações de postura ou execução.
Quando o teste é bem padronizado, a análise fica mais precisa, especialmente na avaliação em 3D, que permite acompanhar como o corpo se organiza ao longo das repetições. Isso inclui a transição entre as fases de sentar e levantar, o comportamento do tronco e dos membros inferiores, além da identificação de compensações, assimetrias ou sinais de fadiga.
Por isso, o método do TSL organiza posição inicial, número de repetições e ritmo de execução de forma simples e prática, criando uma base consistente para analisar o desempenho funcional e comparar resultados ao longo do tempo ou entre diferentes pessoas. Veja a seguir como fazer.
Passo a passo
Posição inicial (baseline): em pé, em frente à cadeira, postura ereta e pés na largura do quadril (≈3s)
Sentar: sentar-se confortavelmente e aguardar ≈1s
Posicionamento dos braços: braços cruzados sobre o peito
Execução: realizar 5 repetições contínuas de sentar e levantar
Ritmo: manter ritmo constante, sem pausas
Finalização: permanecer sentado ao final para encerrar o registro
Tempo de gravação típico: 10–20s. O Mokapp detecta automaticamente eventos e extrai métricas.
Eventos e fases do movimento
Para facilitar a compreensão do movimento, este é descrito a partir de eventos, que representam pontos específicos da execução, e de fases, definidas como os segmentos do movimento compreendidos entre dois eventos consecutivos.
Evento | Descrição |
|---|---|
Início | Posição inicial em pé, frente à cadeira, antes do primeiro movimento de sentar |
Sentado | Momento em que a pessoa atinge a posição sentada completa na cadeira |
Em pé | Momento em que a pessoa conclui o movimento de levantar, ficando totalmente ereta |
Fim | Posição final sentada após a conclusão das 5 repetições |
Fase | Descrição | Eventos |
|---|---|---|
Excêntrica (sentar) | Descida controlada com recrutamento excêntrico. O corpo se desloca verticalmente até o contato completo com a cadeira. | Em pé → Sentado |
Concêntrica (levantar) | Subida ativa com produção de força e recrutamento concêntrico. O corpo se desloca verticalmente até a posição ereta. | Sentado → Em pé |
Principais métricas
Tempo total do teste Indica quanto tempo a pessoa leva para completar as cinco repetições. É uma medida geral de desempenho funcional e eficiência do movimento.
Potência dos membros inferiores Mostra a capacidade de gerar força rapidamente durante a fase de levantar, sendo uma das métricas mais sensíveis para identificar limitações funcionais e acompanhar evolução ao longo do tempo.
Velocidade vertical do centro de massa (Pico de Velocidade do CoM Concêntrico) Reflete quão rápido o corpo se desloca ao levantar, ajudando a entender o estilo de execução e a relação entre força e velocidade.
Aceleração vertical do centro de massa (Pico de Aceleração do CoM Concêntrico) Representa a rapidez com que a força é aplicada no início do movimento, oferecendo indícios de força explosiva e prontidão neuromuscular.
Controle na fase de sentar (Velocidade Vertical do CoM na Fase Excêntrica) Avalia como o indivíduo desacelera o corpo ao descer, revelando controle motor, estabilidade e possíveis estratégias compensatórias.
Cinemática angular
Articulações avaliadas e variáveis derivadas
No TSL, a análise da cinemática angular ajuda a entender como as articulações se organizam ao longo das repetições, tanto na descida quanto na subida.
Articulação | Planos analisados | Principais variáveis | O que observar na prática |
|---|---|---|---|
Quadril | Sagital · Frontal · Transversal | Flexão/Extensão · Adução/Abdução · Rotação interna/externa | Participação do quadril na subida, controle da pelve e distribuição do movimento entre tronco e membros inferiores. |
Joelho | Sagital · Frontal | Flexão/Extensão · Valgo/Varo | Amplitude de flexão durante o sentar, alinhamento dinâmico na fase de levantar e possíveis compensações entre os lados. |
Tornozelo | Sagital · Frontal | Dorsiflexão/Plantiflexão · Inversão/Eversão | Mobilidade e estabilidade que influenciam a profundidade do movimento e a eficiência da transição entre sentar e levantar. |
Tronco | Sagital | Inclinação anterior/posterior | Estratégias de inclinação para auxiliar a geração de força ou compensar limitações nos membros inferiores. |
O que o Mokapp fornece
Separação clara das fases de sentar e levantar, permitindo analisar como o corpo controla a descida (excêntrica) e gera força na subida (concêntrica)
Métricas objetivas e padronizadas, que facilitam a comparação entre avaliações, reavaliações e diferentes fases da reabilitação ou do treinamento
Curvas de movimento ao longo das repetições, ajudando a identificar consistência, variações de execução e possíveis sinais de fadiga ou compensação
Visualização 3D interativa, que torna a leitura dos dados mais intuitiva e apoia a interpretação clínica dos padrões de movimento
Comparação entre os lados do corpo, permitindo identificar diferenças de comportamento entre os membros inferiores durante o teste
Quantificação de assimetrias funcionais, apoiando decisões mais precisas sobre progressão, ajustes de carga e retorno às atividades
Como o sistema calcula
Picos angulares. O Mokapp identifica o ponto de maior valor angular em cada fase do movimento, permitindo avaliar mobilidade (descida — fase excêntrica) e capacidade de produção de movimento (subida — fase concêntrica).
Excêntrica — valores durante a descida (controle do movimento).
Concêntrica — valores durante a subida (ação muscular ativa).
ILA — Interlimb Asymmetry Index. Mostra o quanto os lados diferem para a mesma variável angular. Valores maiores podem indicar assimetria funcional, restrição de movimento, dor ou compensação.
Cálculo simplificado: ILA = |Ângulo maior - Ângulo menor|
Como interpretar os resultados
Picos na fase Excêntrica (sentar) → mostram mobilidade e controle ao sentar.
Picos na fase Concêntrica (levantar) → refletem eficiência ao produzir movimento para levantar.
ILA elevado → indica assimetria e deve ser observado no contexto (dor, fadiga, histórico cirúrgico).
Mais importante que o valor isolado é acompanhar a evolução ao longo das sessões.
A cinemática angular complementa as métricas de performance e ajuda a entender o porquê do movimento acontecer daquela forma — e não apenas o resultado final.